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Marun deixa escapar: apoio de centrão a Alckmin foi fruto de chantagem de Temer


O ministro Carlos Marun, articulador político de Temer, postou um comentário polêmico no grupo de WhatsApp da bancada do MDB na Câmara. Ele revela involuntariamente como se deu a adesão do Centrão a Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à presidência. Marun diz que o tucano conquistou o apoio dos partidos do centrão (DEM, PP, PR, SD e PRB) apenas porque o governo 'bloqueou' a migração do bloco para “o débil mental” Ciro Gomes (PDT): Temer ameaçou retirar cargos do blocão caso apoiassem o pedetsta.
"Na 'reflexão', Marun sugere propostas para o partido defender na eleição presidencial. Entre elas, a criação de um 'Conselho Superior para as Polícias, para que não prospere o Estado Policialesco e as ações dos maus policiais tenha controle externo'; 'uma forma de leniência para o Caixa Dois já praticado e o criminalizarmos para o futuro'; 'mandatos para o STF” e “um vamos propor um valor mínimo para o atendimento pela saúde pública'. Marun sugere que ao não receber o apoio do Centrão, o MDB terá 'liberdade' para “estabelecer um projeto que não seja refém das mazelas de um presidencialismo de coalizão que sabemos ter sempre a tendência de transformar-se em um balcão de negócios".
Leia trechos da mensagem de Marun aos emedebistas: 
"Colegas, estive refletindo sobre a situação de nossa pátria e conclui que existem males que veem para bem. Estamos agindo corretamente. A atitude de Alckmin nas denúncias o torna não merecedor do nosso apoio. Ajudamos a sua candidatura é verdade, ao vetarmos o apoio do Centrão ao débil mental do Ciro Gomes. Este apoio foi para os tucanos, mas isto não é de todo ruim. Sabemos que a tucanidade de Alckmin não o faz o candidato para o agora. Temos um ótimo candidato e temos liberdade para estabelecermos um projeto realmente modernizador e que não seja refem das mazelas de um presidencialismo de coalizão que sabemos ter sempre a tendência de transformar-se em um balcão de negócios. Um projeto que vá além da Economia. Somos ou não somos um partido reformista? Se somos, chegou a hora da ousadia. Conclamo os companheiros a apresentarmos a nação um plano realmente arrojado, que dê continuidade às conquistas do nosso Governo Temer. Com coragem de dizer a verdade. Confiantes na vitória, mas sem medo da derrota."
(...)
Vamos propor em janeiro uma reforma política que realmente reduza o número de partidos, acabe com a reeleição para o executivo, reduza o número de parlamentares nas casas legislativas da União, Estados e Municípios e redusa proporcionalmente estas despesas. Vamos desburocratizar as eleições, mas punir realmente o uso de dinheiro ilegal nos pleitos. Podemos propor uma forma de leniência para o Caixa Dois já praticado e o criminalizarmos para o futuro. Vamos propor uma verdadeira reforma da administração pública com a relativização da estabilidade e com um teto salarial de acesso ao serviço público não superior um terço do teto de saída.

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