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Mulheres são trocadas por homens em composições partidárias para as eleições


A lógica das composições partidárias com vistas à eleição de 2018 também sofre seu retrocesso decorrente do golpe de 2016: mulheres têm sido ‘trocadas’ por homens nas chapas por cargos no legislativo por razões que transcendem representatividade: são alianças partidárias que impõem nomes de acordo com as forças políticas locais que, por sua vez, tornaram-se mais ‘masculinas’ após o golpe. O resultado é que o número de mulheres eleitas também tende a baixar em 2018.
“Primeira senadora da história da Bahia, Lídice da Mata (PSB) vai se despedir do Senado em fevereiro de 2019 após um único mandato sem ao menos tentar a sorte nas urnas. Assim como ela, outras quatro senadoras em fim de mandato podem ficar de fora da disputa pelo Senado nas eleições deste ano. Os motivos variam da pouca viabilidade eleitoral à falta de espaço na chapa majoritária dos grupos políticos que a elegeram. Ao todo, 13 dos 81 senadores da atual legislatura são mulheres, sendo que 8 encerrarão o mandato no início do próximo ano. Destas, só três têm palanque garantido para reeleição: Ana Amélia (PP-RS), Ângela Portela (PDT-RR) e Marta Suplicy (MDB-SP).
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Rui Costa vai para a reeleição tendo o ex-governador Jaques Wagner (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel (PSD), como candidatos ao Senado. Já Lídice será candidata a deputada federal. Gleisi também deixará o Senado para ser candidata a deputada federal. Neste caso, pesaram a avaliação de que haveria dificuldades para a reeleição e a estratégia do partido de eleger deputados para manter o tamanho da bancada a partir de 2019.”  Leia mais aqui.

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