Real Cores

‘Várzea jurídica’: esta é a nova definição do judiciário brasileiro


O editorial do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira atira no que viu e acerta o que não viu. O jornal faz uma crítica feroz ao desembargador Rogério Favreto, que concedeu habeas corpus ao ex-presidente Lula, e isenta os três magistrados que cometeram manobras e bloquearam a decisão soberana de um desembargador constituído. Ao chamar o procedimento de “Várzea Jurídica”, o jornal acaba por definir todo o judiciário brasileiro neste momento.
O editorial entra na ‘guerra das palavras’, fenômeno comentado pelo colunista do 247 Gustavo Conde. Tal como o jornal o Estado de S. Paulo de ontem, que ‘sequestrou’ a palavra ‘manobra’ para rotular o desembargador Rogério Favreto, a Folha abre sua caixa de ferramentas discursivas e lança mão do termo ‘várzea’, de forte apelo popular, para erodir ainda mais a figura do desembargador do TRF-4.
Leia trechos do editorial e depois acesse o link para ser direcionado(a)à íntegra do texto:
“Difícil entender como um servidor público da importância do desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, possa colocar sua reputação em risco para participar de uma empreitada canhestra como a testemunhada pelo país no domingo (8).
O magistrado encarregava-se do plantão na corte durante o fim de semana quando caiu em suas mãos um pedido para a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 12 anos e um mês de prisão.
Nem se considere, por ora, o mérito da demanda. As circunstâncias de Favreto —um ex-auxiliar de governos petistas e ex-membro do partido por quase duas décadas, diante de um caso já deliberado pelo tribunal— eram mais que suficientes para recomendar uma atitude de autocontenção.”

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.