Real Cores

CUT-SP: reforma trabalhista é uma falácia


Metalúrgicos e pelas metalúrgicas da base da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) criticam empresários sob o argumento de que a classe patronal está se aproveitando da reforma trabalhista para levar à mesa de negociação propostas com "enormes retrocessos" que atingem direitos conquistados pelos metalúrgicos e pelas metalúrgicas da base da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP), que constam em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
De acordo com o presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, o principal argumento da bancada patronal para propor a retirada de direitos é a reforma trabalhista. "Eles dizem que a partir da vigência da nova lei é possível colocar em prática tudo o que eles estão propondo". "Por isso sempre denunciamos o perigo dessa reforma, que significa, na verdade, a destruição de direitos consolidados pelos trabalhadores ao longo de anos de luta", critica Luizão. Os relatos foram publicados pela CUT, em seu site.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de registros de Convenções Coletivas na base do Ministério do Trabalho até junho deste ano caiu em torno de 29% em comparação com o primeiro semestre de 2017. “Isso só demonstra a falácia que é a reforma. Há uma clara má vontade dos patrões em tentar chegar a um acordo sem rebaixar direitos dos trabalhadores”, critica Luizão.
Com data-base em 1º de setembro, que é a data anual de referência da categoria para negociar aumentos salariais e benefícios e garantias das cláusulas sociais, os metalúrgicos entregaram a pauta de reivindicações e receberam como contraproposta dos empresários a retirada de direitos, como o fim da garantia de estabilidade ao trabalhador que está prestes a se aposentar ou que foi vítima de acidente de trabalho.
Além disso, eles querem que as mulheres com direito de sair meia hora mais cedo para pegar o filho na creche negociem esse ponto diretamente com o patrão.
Já foram realizadas duas rodadas de negociação, uma com o Grupo 2 (máquinas e eletrônicos), que sugeriu alteração em 55 das 64 cláusulas da CCT vigente, e outra com o Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos), que propôs mudar 38 itens. Os representantes dos trabalhadores voltam a se reunir nesta quinta-feira (2) com os empresários do Grupo 3 para mais uma rodada de negociação.
O dirigente destaca que a reforma trabalhista prejudicou os processos de negociações de todas as categorias e lembra que no 1º semestre deste ano caiu consideravelmente o número de negociações concluídas.
A base da FEM-CUT/SP reúne cerca de 194 mil metalúrgicos e metalúrgicas dos setores de Fundição; Estamparia; Grupo 2 (máquinas e eletrônicos); Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos); Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários, entre outros) e Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico, entre outros).
*Com informações da CUT

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.