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País tem 35 partidos, a maioria nanicos


A proliferação de partidos políticos poderia não ser uma má notícia, uma vez que ela decorre diretamente da redemocratização do país, após 20 anos de regime militar e sufocamento da liberdade de expressão. Mas, a saturação partidária trouxe o corolário de confundir projetos e compreensões de governo. São 35 partidos, a maioria nanicos, realidade que trunca o processo eleitoral segundo alguns analistas.

"Em 1983, o Congresso que assumia estava dividido em cinco partidos. Dois deles, PMDB e PDS, eram herdeiros do sistema bipartidário permitido pela ditadura, em que havia apenas o oposicionista MDB e o governista Arena. A esquerda era representada por três partidos trabalhistas, PT, PDT e PTB. O gráfico nesta página, uma atualização da “Genealogia dos Partidos” publicada pela Folha em 2010, mostra como esses cinco partidos evoluíram ao longo das últimas décadas. Após desmembramentos e fusões, esses partidos formaram a base das grandes legendas que detiveram hegemonia das cadeiras ao longo dos anos 90 e começo dos 2000. 
Mas, nos últimos anos, eles vêm sofrendo com a ameaça de um enxame de partidos nanicos. 
Aglutinados como “centro”, já que não se identificam claramente com ideologias ou programas e negociam apoio com quem estiver no Planalto, são os responsáveis pela confusão de siglas de hoje. Bruno Bolognesi é professor de ciências políticas da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e coordena o Laboratório dos Partidos Políticos e Sistemas Partidário, onde busca entender a forças por trás da complexa dinâmica partidária brasileira. Ele aponta o exemplo do PRN como emblemático para entender a construção do centro."  Leia mais aqui

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