Real Cores

Rede Globo, o passado lhe condena.












Emissora que ganhou espaço no Brasil e no mundo, graças ao apoio incondicional ao governante e não ao estado, a Rede Globo, totalmente desmoralizada tenta se impor, nas entrevistas que fez com os candidatos a Presidência da República,  como uma emissora independente  e ao lado do povo brasileiro.

Caso não fosse o passado do império formado por Roberto Marinho, casaria bem este titulo.
Mas voltando um pouco no tempo, fica impossível desassociar a estreita ligação da Globo com a historia do poder  político do Brasil.
Sempre tendenciosa ao poder, a Globo foi a ultima televisão a abrir espaço para as diretas já. Tanto assim que um movimento, das diretas já, ocorrido em  São Paulo no ano de 1988, reunindo mais de 150 mil pessoas,  a emissora fez a cobertura do evento e apresentou no Jornal Nacional com o titulo de “comemoração ao dia do Trabalho.”


Antes disto, quando o colégio eleitoral decidia entre Tancredo Neves e Paulo Maluf para a eleição indireta a Presidência, a emissora de Roberto Marinho, abria espaço para os apoiadores de Maluf em detrimento aos parlamentares que viam em Tancredo Neves uma nova política para o País.


Na primeira Eleição para Presidente da República, pós período de exceção, coube a Rede Globo o papel de “editar” o debate entre Collor e Lula – o petista tinha vantagem ante ao “Caçador de Marajás”, mas a edição que mostrou os melhores momentos de Collor e os piores de Lula foi decisivo para a vitoria de Collor. O fato, anos depois, foi colocado por Boni, o então todo poderoso da Globo, confessar que foi o maior erro que cometeu na vida dele. Boni chegou a pedir desculpas por ter sito o responsável pela manipulação de um pleito nacional.


No impeachment de Collor  coube a Globo o papel de ser a ultima emissora a tocar no assunto, quando os caras pintadas já dominavam as ruas e o desejo de depor Collor já era impossível de ser mudado.  

Depois do fiasco obrigatoriamente exibido em rede nacional, na transmissão do carnaval, atônita a emissora assistiu a uma escola de samba estampar o “fora Globo e Fora Temer!”

Para tentar criar um pano de fundo para a vergonha, o complexo de Marinho criou, juntamente com Temer, a intervenção no Rio de Janeiro. Intervenção, diga-se “meia boca”, pois a constituição é clara ao dizer que “não existe intervenção parcial; e, sim, intervenção onde todo o governo deveria ter sito destituído.

Atacada por parte da população,  que já não suportava mais o domínio de Marinho, coube o papel de moralizadores  e defensores  dos  cidadãos  a Wiliam Bonner e Renata Vasconcelos nas sabatinas que o Jornal Nacional promoveu semana passada.


A equipe do Jornal Argumento gravou e assistiu por diversas vezes o massacre que os apresentadores tentaram impor aos convidados. Em média, no tempo de 27 minutos que durou cada encontro, Wiliam Bonner e Renata Vasconcelos, usaram mais de 15 minutos para provocar o ódio no telespectador.

Em raríssimos momentos os convidados puderam expor o programa de governo, sem serem interrompidos  de forma grosseira e arbitraria, pelo casal de apresentadores.


Ao contrario de ouvir o que cada candidato tinha a oferecer nos planos de governo, o âncora interrompia o raciocínio do candidato e focava nos pseudos erros  futuros da visita.
Ficha suja, aliança incestuosas, vices discordante do candidato entre vários outros eram  o assunto principal e quase que extasiante dos apresentadores.


Contra Alkim e  Marina foi mais que um massacre, já que os candidatos são tidos como praticantes da tolerância.  Já Ciro Gomes mostrava no semblante o descontentamento com os assuntos “impostos” pelos produtores do Jornal Nacional.


Coube a Bolsonaro, isto sem querer pedir votos para o candidato, mas sim mostrar que o candidato foi preparado para o confronto, deixar primeiro Bonner vermelho de vergonha e sem contra argumentação, quando Bolsonaro, usando o matrimonio como exemplo disse: “Pois é, Bonner; quando agente se casa é para sempre, Né?” Uma alusão a separação do casal Bonner e Fátima Bernardes.


Também contra Renata Vasconcelos, que tentava desmoralizar Bolsonaro, sobre a diferença entre os salários das mulheres e dos homens, Bolsonaro lascou: “Aqui na minha frente está o exemplo de que os homens ganham mais que as mulheres. “Eu tenho certeza de que você – falando direto a Renata Vasconcelos – não ganha a metade do salário de seu companheiro de Jornal.” Provocando uma indelicadeza com o telespectador, Renata saiu do plano do Jornalismo e respondeu como se em uma discussão de botequim estivesse.

Finalizou Bolsonaro dizendo que a Rede Globo é governista e para isto recebe bilhões de reais em campanhas publicitárias. E voltou novamente a tocar  no assunto “ainda entalado na garganta global, de que “em editorial, Roberto Marinho escreveu um artigo dizendo que o Golpe Militar de 64 era a única saída para o Brasil.”

Assim coube a Rede Globo tentar moralizar um pleito, onde ela mesma sempre teve lados e preferências que sempre foram estar ao lado do poder,  seja ele com quem estiver. De quebra, coube a Rede Globo da o ponta pé inicial a campanha do Ódio sempre presente nas disputas majoritárias. Definitivamente, não é rito da Globo falar sobre moralismo.


  
















Por André Marques 
Diretor Geral Sistema Argumento de Comunicação.     

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