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O QUE JÁ ERA UM DESASTRE, VAI VIRAR UM CAOS: Paulo Guedes é continuação de política econômica de Temer


Para aqueles que esperavam algum tipo de diferenciação entre Bolsonaro e Temer, os bastidores da equipe de governo de transição frustram qualquer expectativa. Paulo Guedes desenha um aprofundamento das políticas econômicas do governo do golpe. Guedes quer avançar de maneira acelerada nas privatizações e mergulhar no ajuste fiscal.
A reportagem do jornal Valor destaca a dança das nomeações de Guedes, que foi trazendo quadros do atual governo: "no sábado, Guedes anunciou como secretário-executivo Marcelo Guaranys, atual subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil. Formalizou o nome de Carlos da Costa para a Secretaria-Geral de Produtividade e Competitividade, de Paulo Uebel para a Secretaria-Geral de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, e de Waldery Rodrigues para a Secretaria-Geral da Fazenda. Também colocou o atual ministro do Planejamento, Esteves Colnago, como secretário-geral-adjunto da Fazenda, e Gleisson Rubin, hoje secretário-executivo do Planejamento, como adjunto de Uebel."
A título de "rapidez" - que pode ser lida também como "acomodação" -, os critérios de Guedes para indicações em sua equipe dão a entender que se trata, realmente, de uma continuidade de Temer: "ao nomear pessoas do atual governo, Guedes visa dar maior rapidez ao trabalho que pretende executar. A visão é que técnicos antigos sabem como funciona a máquina pública, o que facilita a implantação das medidas. Segundo uma fonte, Guedes até gostaria de indicar pessoas novas também para os cargos de substitutos dos titulares das secretarias gerais, mas admite que é preciso 'engolir o ego e o amor próprio' e aproveitar o que os técnicos do governo anterior têm a oferecer."

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