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Defesa de Jayme Rincón - ex-presidente da AGETOP - afirma que nunca cogitou o interesse de Rincón em fazer "Delação Premiada."


Jayme Rincón - Foto divulgação 

Os advogados do empresário e ex-presidente da AGETOP, Jayme Rincón, mantiveram  contato com o Jornal Argumento na tarde do dia 07, após a publicação de reportagem com o titulo “Jayme Rincón, hoje algoz de Marconi Perillo, pode fazer delação premiada.”

Segundo a defesa do empresário, “nem Jayme  e pouco menos a defesa dele nunca cogitaram a possibilidade de “uma delação premiada”  por parte de Rincón. Nunca conversamos com o nosso cliente sobre este assunto, até mesmo porque tudo o que tinha à dizer, Jayme Rincón disse nos depoimentos prestados à policia federal nas duas vezes em que ele foi preso.” Afirma.

Os defensores esclareceram também que na primeira prisão de Jayme Rincón, várias gravações telefônicas, interceptadas pela Policia Federal,  foram apresentadas à Rincón, durante o depoimento dele no sentido de “tentar fazer com que Rincón admitisse atos que não praticou e negados durante os interrogatórios.” 

Disse também que, “durante o depoimento,  promotores chegaram a insinuar a possibilidade  um acordo de colaboração, o que foi rechaçado, pois Jayme nada mais sabia além do que disse durante os interrogatórios.”

A defesa de Rincón, também condenou a atitude da PF e do MPF, de prender o filho de Jayme, Rodrigo Rincón, no apartamento dele em são Paulo, durante a operação Cash Delivery. 

“Por tudo o que pareceu,  e pelo fato de que nada ter sido  encontrado no apartamento e também o desconhecimento de Rodrigo Rincón sobre os objetivos da operação,  achamos que houve coerção por parte dos integrantes da operação para pressionar Jayme Rincón, tanto assim que o filho dele foi colocado em liberdade  por falta de sustentação de provas no pedido de prisão.” Argumenta a defesa.

Sobre a apreensão de Um milhão e duzentos mil reais, com o motorista de Rincón, a defesa disse “que o dinheiro não tinha qualquer origem ilícita, tanto assim que no processo, existe  o pedido de  devolução do valor à Jayme. Nosso cliente sempre foi uma pessoa com uma condição de vida confortável financeiramente, e que tudo o que foi encontrado nas duas operações,  e que dizem  pertencer a Rincón fazem parte legalmente do patrimônio de  Rincón,   e que  está no processo.” Afirma.


Finalizando, a defesa de Jayme Rincón voltou a afirmar que ele não participou da campanha de 2014, de Marconi Perillo, e que continuou na função de Presidente da AGETOP cuidando das obras em execução, e que por isto viu com estranheza e surpresa a prisão de Rincón, na operação Cash Delivery,  e com muito espanto e desnecessário o segundo pedido de prisão contra  Jayme na operação Confraria, ocorrido em dezembro de 2018.”


Sobre a relação de Jayme Rincón com o ex-governador Marconi Perillo, a defesa  disse “que o trabalho que está fazendo, nada tem a ver com o relacionamento pessoal do cliente.”

Assim, o Jornal Argumento reafirma o compromisso  de jornalismo democrático  obedecendo  o principio do contraditório. Apenas lamenta que, durante o trabalho de investigação, tentou contato com a defesa de Jayme Rincón e não conseguiu respostas para o que foi publicado.   

Um comentário:

  1. Essa palavra, delação premiada, trocando por miúdosé o mesmo que: caquetá!

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